quinta-feira, abril 02, 2009

Ele não está a fim de você...


Fui ao cinema ontem assistir ao tão falado Ele não está a fim de você. Para mim esse é o típico filme para ir com as amigas; nem pensar em levar o bofe pra ver como as mulheres são ansiosas e  neuróticas nas questões do coração (tudo bem que isso não é novidade para eles, mas não custa evitar a exposição né?hahaha... além do mais o filme não faz o gênero masculino mesmo).

Enfim, consegui reunir  três amigas (nós todas, atualmente, com algum tipo de problema com os homens) para conferir a produção e tentar tirar dela algum aprendizado em relação aos jogos amorosos.

Confesso que achei a primeira cena genial - a menininha que é maltrata pelo coleguinha, vai chorar no colo da mãe e ouve um "ele fez isso pq, na verdade, está totalmente a fim de você" - demonstra como somos criadas, desde molecas, para acreditar que a rejeição masculina nada mais é do que amor ou, pelo menos, tesão enrustido. E aí quando levamos um fora na vida real  não conseguimos nos conformar...

Tudo bem, mas que as mães, a Disney e a sociedade em geral são os culpados uma mulher esperta já sabe faz tempos... 

O filme vai rolando e, sem querer parecer chata, todos os persongens me irritaram. Isso até já era de se esperar, pois o  assunto não é dos mais agradáveis anyway. Mas a Gigi, personagem de Ginnifer Goodwin , tem a voz tão esganiçada que eu arriscaria afirmar ser esse o motivo dela não engatar um segundo encontro com ninguém. Hahaha. A Scarlet Johansson tá com um cabelo platinado e com uns cachos tão artificiais que eu achei ela brega demais (o figurinho colaborou para isso), mas foi a menos irritante pq era a mais bem resolvida da história. E a Jennifer Connelly me irritou porque é feia, tinha o bofe mais gostoso e não transava com ele há tempos. Além disso, a Drew Barrymore que é uma das minhas favoritas tinha um papel meio irrelevante. 

É por essas (e outras) que o filme se torna cansativo. É uma pena que as frases mais inteligentes e sensatas fiquem restritas ao final, acho que o filme ganharia mais ritmo se as personagens fossem um tiquinho mais espertas. Mas tudo bem, acredito que existam mulheres iguais ou até mais imaturas quando o assunto é homem. 

O recado final, que todas as espectadoras devem aprender com esse filminho mais ou menos, é que com o tempo gasto nos jogos de conquista cada mulher vai aprender a identificar os cafas em que não devem gastar nem um segundo do dia pensando,  e os rolos em que vale a pena investir, aqueles que você pode criar algumas expectativas sem se decpecionar total. E o mais importante, que fica de lição para personagem da Connelly, é que se amar e se cuidar é o melhor que qualquer mulher precisa fazer diante de uma desilusão amorosa.  Porque, ACREDITEM É UMA REGRA, toda mulher passará pelo menos por uma. Nenhum casal vive feliz para sempre e os problemas surgem pra gente superar e se tornar uma pessoa melhor e mais interessante!"Se bastar" é a ordem, mesmo que você esteja num relacionamento...

O blospot tá de mal comigo e me impediu de colocar umas fotos do filme aqui...Uma pena! Mas quem ainda não viu, procura! Apesar de ser cansativo e tals é um filme que preciso ser visto por muitas mulheres!






sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Achado Virtual - Fred Flares e Polyvore

Fiquei apaixonada por esse site http://fredflare.com/customer/home_dance.php?siteID=null! É a típica marca que investe na criatividade e faz a gente rir e querer ter praticamente TUDO que vende! Tem muita coisa legal, ainda não tive tempo de fuxicar o site todo, mas já me apaixonei pelos fones de ouvido em formato de coração! LINDOOOOS! Queria muito um, tipo AGORA, até porque o meu do Ipod já tá decadente... Mas, é claro, a marca é dos EUA e parece que não entrega no Brasil...Ai que vontade de pedir pra minha amiga que tá morando lá receber pra mim! Hahahaha!

Aliás, outro achado virtual que eu amei e nem sei se é novidade, mas só me cadastrei ontem, é o site Polyvore! Uma das melhores ferramentas da Web para você dar asas à imaginação e soltar a estilista que tem dentro dessa cabeça! Aviso que sou uma iniciante, mas gostei tanto da ideia que jájá viro expert! Aí vai meu primeiro set:


Fashion Ballet!
Fashion Ballet! - por ' Mari on Polyvore.com

quarta-feira, fevereiro 04, 2009


Fui ver Sim Senhor no cinema ontem e, confesso, superou minhas expectativas... o Jim Carey, apesar de velho, continua engraçado e o filme me fez pensar nas oportunidades que a gente perde, muitas vezes, por medo ou preguiça de simplesmente TENTAR! O Carl, personagem do Jim, é aquele tipo de pessoa que quase não atende o celular (dá o famoso tocobina,hahaha) e rejeita todos os convites dos amigos para sair, seja para jantar ou ir pra night. Assim, ele deixa a vida passar sem aproveitar os dias e ainda sofre com o término de um namoro. Preso em pensamentos negativos, quando ele sai esbarra logo com quem? A ex acompanhada do atual... Nada mais frustante, né?

Até que Carl assiste a uma palestra de um guru mucho loco que defende a filosofia do SIM: coisas incríveis acontecem quando vc diz a "tal" palavrinha mágica e dá uma chance ao destino!

A partir daí, um novo mundo se abre pra Carl e ele vive as mais loucas experiências possíveis: dá carona pra um mendigo, anda de scooter com uma motoqueira bem radical, fica trêbado e arruma briga num bar, faz aula de photography running, e mais outras coisitas que não vou contar pra não estragar o filme... Essa nova comédia de Jim Carey foi campea de bilheteria nos EUA e arrecadou muchas doletas.
A mensagem final? Se jooooooga nega!!! Hahahaha

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Balanço fds - com Ipanema, DiCaprio, Winslet & Sapucapeto!

Sao Pedro foi legal comigo e fez aquele tempo bonito no sábado! Nada como botar o biquini e ir de carro, no fresquinho, pra Ipanema torrar no sol! hahaha
Conseguimos um lugar bem perto do mar, tava fresquinho e mesmo estando com um grupo grande (e a praia lotada) ficamos bem confortáveis estilo ladylike (barraca+cadeirinha)...
O mar tava meio sujinho, mas dei um desconto, afinal, choveu na sexta. Depois de renovar o bronze (que, infelizmente, desbotará com o passar da semana - saocricri é fueda) fui com my sister conferir a liqui da Farm! Aiai, suspiros, aquela loja de Ipanema é muito gracinha mesmo! Ainda tinham umas roupitchas boas, os descontos variando entre 20 e 60%. Gostei de vários vestidos mas o que eu mais queria ficou meio curto e a renda tava furadinha...Desisti dele! Mas deu pra comprar um listradinho (de 89 para 55 pratas), uma blusa (de 69 para 53) e um biquini (esqueci...). Usei a blusa "kani" com uma regata de oncinha por baixo ontem no Sapucapeto, fico um luxo! hehehe
No fim das contas valeu beeeem a pena!

Domingao fez um lindooo dia mas nao tava no clima praia, sábado todo já foi suficiente! Encarei um cineminha com mamis, íamos ver O curioso caso (...) mas chegamos tarde e só tinha lugar ruim, entao compramos para Foi apenas um sonho. Eu tava sentindo que ia gostar do filme, mas nao imaginava que ia mexer tanto comigo. Merece um post especial para daqui a pouco.
De lá fui pro Lebronx encontrar uma amiga que tá morando em SP pra matar as saudades e cair no samba do Sapucapeto!


Putz, que ideia brilhante a da Isabela Capeto e do Leandro Sapucahi! Confesso que a primeira impressao do ensaio no Monte Líbano me remeteu as festinhas de aniversario no play que a gente ia quando tinha 10 anos, mas depois eu percebi que esse clima amistoso era toda a graça do evento! Pessoal interessante, vi a Isabela logo na entrada e dps o Felipe Veloso, enfim uma galera gente boa mesmo, um clima agradável apesar do calor rio40graus, valeu muuuuita a pena e com certeza voltarei domingo que vem e vou sambar junto do bloco no dia 20! Mal posso esperar =)

segunda-feira, outubro 13, 2008

Entrevista


Gilda Chataignier não só entende, como ensina sobre Moda. Afinal, seu conhecimento vem do berço, pois sua família era dona de uma fábrica de tecidos. Encantada por tudo o que estava relacionado com o assunto, Gilda decidiu estudar Estilismo. Mas também se formou em Jornalismo, e sua carreira na mídia começou na parte geral do Diário de Noticias. Exceçao numa redaçao formada por homens, seu trabalho encantou até a Odina Dantas, que a convidou para ajudar na Revista Feminina, "mãe" da Revista Domingo do atual JB. Com certo charme francês e muitas matérias sobre a moda daqui e do exterior, a revista contava com fotos compradas das agências de notícias, receitas de pratos criados por famosos (como miolos de anjo que Vinicius de Moraes dedicou à ela), entrevistas com artistas consagrados, psicologia feminina, decoração, dicas para leitoras, etc. Tudo isso com uma linguagem diferente das adotadas pelas revistas e suplementos femininos da época. Quando foi para o Jornal do Brasil, Gilda assinou uma coluna com o sugestivo nome "Passarela" e passou a frequentar os desfiles de alta costura em Paris, Milao, Londres e Nova York. Em 1965 tornou-se editora de moda do JB e teve o privilégio de entrevistar celebridades, como Alan Delon (nunca se esquecerá do beijo que ganhou dele!) e Coco Chanel (!!). Em um mundo de beldades magérrimas como Gisele Bundchen, Gilda diz que a musa do cinema italiano dos anos 60, Claudia Cardinale é a mulher mais bela que já viu. Atualmente, Gilda é professora em faculdades de Moda e Design, além de dar cursos sobre a história da moda.
Tive a oportunidade de entrevistá-la quando fui sua aluna e nesse rápido bate-papo aprendi ainda mais!

A editora da Vogue Brasil, Maria Prata, declarou em seu blog que acha desnecessária a formação em Jornalismo para profissionais que queiram escrever sobre moda. Ela mesma tem curso superior apenas em Moda. O que você acha dessa discussão sobre o diploma em Jornalismo?

Acredito que aquelas pessoas que realmente tem talento acabam por desenvolve-lo com o tempo, então não acho que a formação em Jornalismo é absolutamente necessária para que alguém queira escrever sobre moda. Sou contra o famoso "QI" (quem indica), isso é chato pois dá grandes chances a pessoas que nem sempre tem vocação para a coisa.

Quem é a "It-editora de moda" no Brasil?

A Regina Guerreiro, ainda que seu texto continue o mesmo de vinte anos atrás com aquelas expressões "Ai meus sais!", "Que frisson!"...Ieda Rodrigues do JB também é excelente. Mas, em geral, acho que falta nas redaçoes de hoje em dia o "terceiro olho" do jornalista, aquele talento que o permite identificar algo novo que vai ser uma boa noticia. A globalização tem deixado tudo igual, todo mundo preguiçoso, você acessa um site, um blog e ta tudo lá. As assessorias de imprensa de algumas marcas, por exemplo, promovem mini show-rooms e os jornalistas apenas contam o que lhes foi passado, eles não correm mais atrás de pesquisar e descobrir algo novo. Acho também que o jornalista não pode ser preconceituoso e ficar só falando sobre as grandes marcas.

O que é uma pessoa estilosa?

É uma pessoa fiel a si mesma, que não se "pendura" a um modelito. Sabe sua identidade e usa o que acha melhor, aquilo que sabe que combina com ela.

Qual é o estilo do brasileiro?

Tudo é muito massificado, as pessoas tem medo de ousar, de errar, muito por conta da imaturidade. As brasileiras tem sempre cabelo muito comprido e usam microssaia com algum saltão. Na França, por exemplo, as pessoas exibem algo de pessoal, um detalhe diferente ou uma mistura de estilos e conceitos, tanto que você sai na rua e não vê todo mundo se vestindo igual como é aqui.

No Brasil o modo de se vestir, em geral, indica a classe social do individuo?

Acho que em qualquer lugar. Nos países mais desenvolvidos talvez menos porque as lojas de marca acabam sendo mais em conta, você só percebe que a pessoa é rica porque algum detalhe a denuncia. Mas em geral não há tanta distinção quanto nos países mais pobres. Aqui no Rio, por exemplo, posso dizer que os moradores da Zona Sul-Norte, Barra e subúrbios tem maneiras diferentes de se vestir.

Você acredita que a moda brasileira pode ser democratizada sem sair perdendo?

Pode mas vai levar tempo. O mundo da moda é extremamente vaidoso. As grandes marcas querem criar para um elite, o que lhes garante o tao sonhado status, atestado de sucesso. Há uma desunião muito grande entre as pessoas da moda, o que faz com que essa atividade fique fragmentada e perca seu caminho natural. Para que a moda se democratize deve haver uma melhor concepção da sociedade, da economia e dos consumidores. As classes "C" e "D" e as mulheres de meia idade são seguimentos menos glamourosos mas que também merecem se vestir bem.

sábado, setembro 29, 2007

Strange people, strange names...

Será que isso é uma regra? Gente estranha, nome esquisito?
Tô começando a acreditar nessa teoria! Olha que eu tenho experiência no quesito nome estranho... Hahahaa...Deve ser uma espécie de praga hereditária! Sim, sou filha de um "Antenor" (pena que não é o de Paraíso Tropical...)

Está para ser publicado um conto onde falarei mais sobre isso...!

terça-feira, setembro 25, 2007

a decade under the influence
o outro lado de hollywood

ótimos filmes para entender melhor esse tipo de cinema

quarta-feira, julho 18, 2007

Desilusão?

[CENSURADO]
As desilusões são, muitas vezes, úteis.
Pequenos gestos significam grandes coisas.

Que preguiça

Aiai é foda eu sei que PRECISO eu sei que tenho MUITAS coisas pra falar (escrever) aqui mas não tenho DISPOSIÇÃO pra começar!!! Que absuuuurdo hahahaha... De repente agora nas férias eu me empolgo mais...

Só quero dizer que é tanta coisa louca que me acontece nessa vida que nem sei mais o que esperar, aliás sei: não devo esperar nada hahaha...Só vivendo mesmo pra saber!

Então FÉRIAS, finalmente, e agora é isso (contrariando o que disse logo acima): ler os livros que escolhi, ver filmes que tanto queria mas nunca dava tempo, treinar Photoshop, fazer álbum de fotos, dirigir, viajar, ficar menos tempo no computador... Pfff...Acho que até sei quantos desses plano vou cumprir, mas vamo que vamo!!!!!

viva a cervejinhaaa uhuuullllll

quinta-feira, maio 24, 2007

Quelqu'un M'a Dit

On dit que le destin se moque bien de nous
Qu'il ne nous donne rien et qu'il nous promet tout
Parait qu'le bonheur est à portée de main,
Alors on tend la main et on se retrouve fou
Pourtant quelqu'un m'a dit ...

Disseram-me que o destino debocha de nós
Que não nos dá nada e nos promete tudo
Faz parecer que a felicidade está ao alcance das mãos,
Então a gente estende a mão e se descobre louco
No entanto alguém me disse...

Mais qui est ce qui m'a dit que toujours tu m'aimais?
Je ne me souviens plus c'était tard dans la nuit,
J'entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits
"il vous aime, c'est secret, lui dites pas que j'vous l'ai dit"
Tu vois quelqu'un m'a dit...

Mas quem me disse que você me ama ainda?
Eu não recordo mais, já era tarde da noite,
Eu ainda ouço a voz, mas eu não vejo mais seus traços
"ele ama você, isso é segredo,não lhe diga que eu disse a você"

sábado, maio 19, 2007

ah! só pra avisar...tô de volta
(avisar a mim mesma né pq nem entra aqui)

Veneno anti-melancolia?

Preferia um anti-monotonia
ou monogamia?!
hahahaha

tive váááários sonhos loucos em menos de 2 horas!! que isso, até meu insconsciente tá maluco!

segunda-feira, abril 09, 2007

"O romancista terá cumprido honrosamente sua tarefa quando, mediante um retrato fiel das relações sociais autênticas, houver destruído a representação convencional da natureza dessas relações, abalado o otimismo do mundo burguês e obrigado o leitor a questionar a permanência da ordem vigente, mesmo que não nos indique diretamente uma solução, mesmo que não tome partido ostensivamente".
Engels

segunda-feira, abril 02, 2007

Só pra não morrer

É tão bom tirar um peso da consciência... Odeio essa mania de me preocupar muito com as coisas...
E feriado chegando, nada melhor...

Ultimamente tô pouco inspirada!


Pergunta do dia: É útil se preocupar tanto com as coisas???

quarta-feira, março 28, 2007

Um pouco de Vinícius

Vinicius de Moraes - Sei lá a Vida Tem Sempre Razão (cifrada)

Tem dias que eu fico pensando na vida

E sinceramente não vejo saída

Como é por exemplo que dá pra entender

A gente mal nasce e começa a morrer

Depois da chegada vem sempre a partida

Porque não há nada sem separação

Sei lá,

Sei lá

Só sei que é preciso paixão

Sei lá,

Sei lá

A vida tem sempre razão.

A gente nem sabe que males se apronta

Fazendo de conta, fingindo esquecer

Que nada renasce antes que se acabe

E o sol que desponta tem que adormecer


A hora do sim é o descuido do não

Sei lá,

Sei lá

Só sei que é preciso paixão

Sei lá,

Sei lá

segunda-feira, março 26, 2007

Domingo, 9 AM

Chegou à conclusão de que só se sentia vivo no mundo virtual.
Não se adaptava, não mais suportava a podridão da carne e a dureza do osso.
Preferia a distância.
Ali mantinha longos diálogos consigo mesmo, discutia filosofia com os grandes mestres (muitos deles, considerados "mortos"- "ah, se eles soubessem"....). Muitas vezes, também, se lambuzava com cultura inútil sem que ninguém visse.
Ali ele não era julgado.
"Nada mais me interessa nessa vida de amargura", dizia para si mesmo todo (o) dia.
Nem mesmo o sonho lhe parecia vital, sua mente não mais sentia a necessidade do descanso. Trabalhava a mil por hora. Queria saber mais, ler mais, ver mais, fazer mais...
Diante disso, apaixonou-se pela solidão. Era a parceira ideal para ele aproveitar a vida como queria.
"Não é impossível ser feliz sozinho...", dizia .

sábado, março 24, 2007

A insaciável espera

Um som rompeu o concreto do silêncio. Podia ouvir seus passos pelo corredor. "Finalmente", pensava, "chegou o tão esperado momento".
Era capaz até de sentir o seu perfume, que lhe atiçava a memória dos antigos momentos felizes.
Havia chegado.
Sem mais demora, correu até a porta, escancarando-a, seus olhos brilahavam com uma felicidade infantil, sua mão tremia de ansiedade:

- Já era hora!!! Esqueceu-se do tempo que combinamos?!

Pegou o pacote, sentou-se no chão e pôde, enfim, devorar uma média de bananana, açúcar e canela, comemorando os últimos 3 kg perdidos.

Como amava pizza!!!

sexta-feira, março 23, 2007

inCertezas

A dúvida não saía de seus pensamentos. Fizera a escolha certa? E agora, haveria volta?

Diante de um mundo turbulento e fadado à destruição, é quase um paradoxo pensar no futuro. Por que nosso estilo de vida é assim? Por que existe um estilo de vida? Quem foi o infeliz que criou essa condição e limitou tão profundamente a vida humana? E quem não deseja se encaixar nesses termos, faz o quê?

Chega, já não queria mais perguntas em sua mente. Ignorou os questionamentos que cismam em lhe chamar a atenção.

Fato é que houve uma desilusão - dentre tantas outras já vividas, mais uma para lhe desanimar.
Apenas gostaria de entender o porquê (mais uma vez). Seria por conta de seu perfeccionismo? Ou sua mania de idealizar as coisas? Ou, simplismente, imaturidade? Ou, quem sabe, inocência...

Em uma vida de incertezas, essa era mais uma. O que fazer?

Decidida a não mais se preocupar com o futuro, que sempre enxergou de modo ansioso e apreensivo, resolveu ir pro mundo viver a vida como ela é.
Mas agora, sem as ilusões e os medos que tanto a atormentavam. Será que consegue?

segunda-feira, março 19, 2007

Eu nasci há 19 anos atrás

e tenho a sensação de que nada sei dessa vida...

sábado, março 17, 2007

A insuportável vivência no caos

Fico estarrecida ao perceber que, longe da cidade grande, tudo parece mais fácil: a vida é mais leve. Não existem surtos consumistas como os que atacam os que ficam na metrópole, há menos comentários idiotas de homens que não respeitam nem mais a mãe, não é preciso andar de carro (ou ônibus, muito menos metrô), não há necessidade de acessar o orkut o tempo todo. Esses são apenas alguns exemplos...
Numa cidade pequena, pela proximidade com a natureza, seja o mar ou a mata, ou quem sabe, os dois, tem-se a sensação de que o homem ainda possui a capacidade (por menor que seja) de conviver em paz e respeitar a natureza, de compreender seu lugar dentro dela e perceber que para nos “darmos bem” (no sentido malandro da expressão) devemos utilizá-la com cuidado, muito cuidado.
Mas é só chegar nesse pandemônio, nesse caos urbano onde mal se avista o céu, respirar CO2 e engolir fuligem pra todo lado, e esquecer daquela paz. É esquecer que pessoas puras ainda habitam esse planeta, que crianças podem brincar tranqüilas nas ruas e suas mães têm tempo para dar-lhes atenção e carinho, regando os frutos que colheremos amanhã.
Por aqui só vemos deliquência, abandono, descrença e desrespeito.


(Queria fugir para um lugar onde só fosse permitida a entrada de gente do bem, onde não existisse corrupção e o primeiro a se corromper fosse expulso para sempre. Será que é pedir demais? Será que o que eu quero é ir para o Paraíso?
Não, eu ainda pretendia viver mais um pouco...
Viver, e não sobreviver.
Por aqui, tudo me parece sujo e errado. Existe esse outro lugar?)